{"id":6453,"date":"2019-03-27T20:11:25","date_gmt":"2019-03-27T20:11:25","guid":{"rendered":"https:\/\/pedroso-seixezelo.pt\/portal\/?page_id=6453"},"modified":"2026-01-21T15:38:51","modified_gmt":"2026-01-21T15:38:51","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/jfpedroso.pt\/portal\/?page_id=6453","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"[vc_row type=&#8221;in_container&#8221; full_screen_row_position=&#8221;middle&#8221; scene_position=&#8221;center&#8221; text_color=&#8221;dark&#8221; text_align=&#8221;left&#8221; color_overlay=&#8221;#ffffff&#8221; overlay_strength=&#8221;0.3&#8243; shape_divider_position=&#8221;bottom&#8221; bg_image_animation=&#8221;none&#8221; shape_type=&#8221;&#8221;][vc_column column_padding=&#8221;no-extra-padding&#8221; column_padding_position=&#8221;all&#8221; background_color_opacity=&#8221;1&#8243; background_hover_color_opacity=&#8221;1&#8243; column_link_target=&#8221;_self&#8221; column_shadow=&#8221;none&#8221; column_border_radius=&#8221;none&#8221; width=&#8221;1\/1&#8243; tablet_width_inherit=&#8221;default&#8221; tablet_text_alignment=&#8221;default&#8221; phone_text_alignment=&#8221;default&#8221; column_border_width=&#8221;none&#8221; column_border_style=&#8221;solid&#8221; bg_image_animation=&#8221;none&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;Hist\u00f3ria&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|text_align:center&#8221; use_theme_fonts=&#8221;yes&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1769008635744{background-color: #ffffff !important;}&#8221;]<div class=\"divider-wrap\" data-alignment=\"default\"><div style=\"height: 25px;\" class=\"divider\"><\/div><\/div>[vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1769008626274{background-color: #ffffff !important;}&#8221;]Pedroso, com 19,65 km\u00b2 de \u00e1rea, \u00e9 a freguesia com maior extens\u00e3o do concelho de Vila Nova de Gaia e, segundo dados de 2021, contava com cerca de <strong>18 409<\/strong> habitantes.<\/p>\n<p>Trata-se, segundo os vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos, de um dos territ\u00f3rios mais antigos do concelho: a Mamoa da Raposa, descoberta em 1984, data do per\u00edodo Neo-Calcol\u00edtico e o Castro Petrosus, no Monte Murado, datado do ano 7 d.C., come\u00e7ou a ser habitado na Idade do Ferro, tendo o seu povoamento se prolongado, pelo menos, at\u00e9 ao per\u00edodo romano. Este era um povoado habitado pelos T\u00fardulos Velhos e \u00e9 exatamente em Castro Petrosus que tem origem o atual nome da freguesia. Foi neste mesmo monte que, em 1982, foram encontradas 2 placas de bronze (TesseraeHospitales), datadas dos anos 7 e 9 d.C., tendo sido consideradas os achados arqueol\u00f3gicos mais importantes da d\u00e9cada na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. As inscri\u00e7\u00f5es nelas contidas permitiram perceber a exist\u00eancia de pactos de hospitalidade entre TurduliVeteres, da tribo Galeria, e v\u00e1rios indiv\u00edduos ind\u00edgenas dos TurduliVeteres.<\/p>\n<p>Desta forma, pode afirmar-se que Pedroso faz parte do principal roteiro arqueol\u00f3gico do pa\u00eds, constituindo as referidas placas uma prova inequ\u00edvoca da sua identidade hist\u00f3rica, que remonta a muito antes da nacionalidade portuguesa.<\/p>\n<p>Outra prova da antiguidade de Pedroso \u00e9 a carta de foral que recebeu no dia 3 de agosto de 1128 por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.<\/p>\n<p>O ex-libris da freguesia \u00e9, sem d\u00favida, o Mosteiro de Pedroso. Este mosteiro pertenceu \u00e0 Ordem de S\u00e3o Bento, pensando-se ter sido doado por D. Gondezinho e fundado em 867. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 absoluta certeza quando \u00e0 sua funda\u00e7\u00e3o. No s\u00e9c. XIII, acolheu no seu seio, como abade comendat\u00e1rio, Frei Pedro Juli\u00e3o, que, mais tarde, viria a ser nomeado Papa Jo\u00e3o XXI.<\/p>\n<p>Desde o princ\u00edpio do s\u00e9c. XV at\u00e9 1560, foi governado por abades comendat\u00e1rios, tendo sido o \u00faltimo, o cardeal D. Henrique, que anexou as rendas do mosteiro ao Col\u00e9gio de Jesus de Coimbra. A comunidade beneditina manteve-se at\u00e9 \u00e0 morte do \u00faltimo monge, ocorrida em vida de Frei Le\u00e3o de S\u00e3o Tom\u00e1s, segundo testemunho do pr\u00f3prio. At\u00e9 1773, o Col\u00e9gio de Jesus de Coimbra manteve no mosteiro religiosos respons\u00e1veis pela administra\u00e7\u00e3o das rendas e do servi\u00e7o paroquial at\u00e9 \u00e0 sua extin\u00e7\u00e3o, nesse mesmo ano, tendo sido os bens entregues \u00e0 Fazenda da Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Mosteiro de Pedroso foi um templo inicialmente de estilo rom\u00e2nico. Todavia, devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es que foi sofrendo ao longo dos anos, perdeu grande parte da sua tra\u00e7a original. Do edif\u00edcio primitivo, salvou-se a fachada lateral com um escudo e a pia batismal no seu interior. O torre\u00e3o medieval, adossado \u00e0 fachada, tamb\u00e9m permanece intacto. Apesar das altera\u00e7\u00f5es que foi sofrendo, \u00e9, sem d\u00favida alguma, um edif\u00edcio pleno de encanto. Prova disso, \u00e9 a sua classifica\u00e7\u00e3o como Monumento de Interesse P\u00fablico, em maio de 2014.<\/p>\n<p>Pedroso surge como freguesia organizada j\u00e1 na Idade M\u00e9dia, estando documentada pelo menos desde o s\u00e9culo XI. O seu n\u00facleo central desenvolveu-se em torno da Igreja de S\u00e3o Pedro de Pedroso, que funcionava como centro religioso, social e administrativo. Ao longo dos s\u00e9culos medievais, o territ\u00f3rio era constitu\u00eddo essencialmente por casais agr\u00edcolas, quintas e amplas \u00e1reas florestais, integrando-se na economia rural que abastecia as popula\u00e7\u00f5es de Gaia e do Porto.<\/p>\n<p>Entre a Idade Moderna e o in\u00edcio da contemporaneidade, Pedroso manteve-se uma freguesia marcadamente rural, onde predominavam a agricultura, a pastor\u00edcia e pequenas propriedades familiares. No entanto, com o avan\u00e7o do s\u00e9culo XIX e, sobretudo, do s\u00e9culo XX, a freguesia come\u00e7ou a transformar-se gradualmente. O crescimento industrial do concelho de Vila Nova de Gaia, a melhoria das acessibilidades e a expans\u00e3o demogr\u00e1fica contribu\u00edram para que Pedroso deixasse de ser apenas uma comunidade agr\u00edcola para se tornar num espa\u00e7o misto, com zonas industriais, comerciais e residenciais. Esta mudan\u00e7a acompanhou a din\u00e2mica urbana da regi\u00e3o do Porto e consolidou Pedroso como uma \u00e1rea de crescente import\u00e2ncia econ\u00f3mica e social dentro do concelho.<\/p>\n<p>Ao longo do s\u00e9culo XXI, Pedroso passou por importantes altera\u00e7\u00f5es administrativas: ap\u00f3s ter sido agregada a Seixezelo em 2013, no \u00e2mbito da reforma das freguesias, formando a Uni\u00e3o das Freguesias de Pedroso e Seixezelo, a decis\u00e3o reverteu-se em 2025, restabelecendo novamente a sua configura\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n<p>Pedroso conserva uma identidade pr\u00f3pria, vis\u00edvel no seu patrim\u00f3nio arqueol\u00f3gico e religioso, nas suas tradi\u00e7\u00f5es e na mem\u00f3ria coletiva da popula\u00e7\u00e3o. Hoje, continua a ser uma \u00e1rea onde coexistem o passado profundo, marcado pelos monumentos megal\u00edticos, e o dinamismo contempor\u00e2neo de uma freguesia integrada num dos concelhos mais populosos e ativos do pa\u00eds.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row type=&#8221;in_container&#8221; full_screen_row_position=&#8221;middle&#8221; scene_position=&#8221;center&#8221; text_color=&#8221;dark&#8221; text_align=&#8221;left&#8221; color_overlay=&#8221;#ffffff&#8221; overlay_strength=&#8221;0.3&#8243; shape_divider_position=&#8221;bottom&#8221; bg_image_animation=&#8221;none&#8221; shape_type=&#8221;&#8221;][vc_column column_padding=&#8221;no-extra-padding&#8221; column_padding_position=&#8221;all&#8221; background_color_opacity=&#8221;1&#8243; background_hover_color_opacity=&#8221;1&#8243; column_link_target=&#8221;_self&#8221; column_shadow=&#8221;none&#8221; column_border_radius=&#8221;none&#8221; width=&#8221;1\/1&#8243; tablet_width_inherit=&#8221;default&#8221; tablet_text_alignment=&#8221;default&#8221; phone_text_alignment=&#8221;default&#8221; column_border_width=&#8221;none&#8221; column_border_style=&#8221;solid&#8221; bg_image_animation=&#8221;none&#8221;][vc_custom_heading&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-6453","page","type-page","status-publish"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jfpedroso.pt\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jfpedroso.pt\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/jfpedroso.pt\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jfpedroso.pt\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jfpedroso.pt\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6453"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/jfpedroso.pt\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6453\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10369,"href":"https:\/\/jfpedroso.pt\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6453\/revisions\/10369"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jfpedroso.pt\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}